

Onde estamos
A USAENERGIA ... em mudança de instalações.
Qualquer correspondência poderá continuar a ser endereçada para:
USAENERGIA - Sistemas para Autonomia e Eficiência Energéticas, Lda.
Rua Cidade do Porto, 52
4705-084 Braga
Estamos sempre contactáveis pelos telefones:
Tel: +351 - 253 690 083
Telem: +351 - 962 934 806
Fax: +351 - 253 690 085
website: www.usaenergia.pt
e_mail: geral@usaenergia.pt
USAENERGIA - Sistemas para Autonomia e Eficiência Energética, Lda.
Loja Verde
A USAENERGIA tem um departamento dedicada à representação e comercialização de artigos de marcas de referência e líderes de mercado, Loja Verde, à disposição dos pequenos instaladores locais e particulares, onde podem adquirir a preços competitivos todos os equipamentos, incluindo projectos, para a execução de pequenas instalações que lhes sejam solicitadas pelos seus próprios clientes .
AS MELHORES MARCAS - OS MELHORES EQUIPAMENTOS - MAIS GARANTIA
(… em breve será facultada uma base de dados dos artigos comercializados).
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Sistemas Solares Térmicos para Aquecimento de Águas
Os sistemas solares para o aquecimento de água apoiar-se-ão no uso de Colectores Solares, sendo que as limitações físicas ao seu uso ou as exigências específicas de cada projecto serão ultrapassadas pela incorporação (auxilio) de um outro sistema, dito convencional, de forma a satisfazer todas as necessidades dos utilizadores.

1. Água quente sanitária/doméstica;
2. Sistemas de climatização de edifícios – Incluindo os novos Sistemas de Piso Radiante;
3. Aquecimento de águas para recintos polidesportivos e piscinas;
4. Produção de calor em processos industriais.

A aprovação de um pacote legislativo para a alteração do Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização dos Edifícios – RSECE e do Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios – RCCTE , a vigorar já a partir de 2006, limitam o uso de tecnologias convencionais e obrigando ao uso, sempre que possível, de equipamentos para o aproveitamento da energia solar. Facto que vem provar a qualidade dos sistemas solares para aquecimento de águas.
Em relação à eficácia dos sistemas solares para o aquecimento de água com fins domésticos, se correctamente projectados, conseguem reduzir em cerca de 80% o consumo de energia de um sistema convencional.
Os sistemas de AQ Sanitária com apoio à Climatização, para além do aquecimento da água para fins sanitários/domésticos, apoiam o sistema de climatização (aquecimento geral do edifício) nos meses de frio.

O plano MAPE Também abrange investimentos orientados ao aproveitamento das energias endógenas para a produção de calor/frio na climatização de edifícios, quer se trate de investimento privado ou investimento de uma entidade pública.
Se o promotor do projecto for uma entidade de interesse público, o apoio financeiro pode chegar aos 40% do valor total elegível do projecto na modalidade de incentivo Não-Reembolsável . Para um promotor privado, a ajuda terá duas vertentes, uma reembolsável ou outra não-reembolsável, ambas limitadas a 20% do valor total elegível do projecto.
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23/07/2007
“Greenpeace: energias renováveis podem abastecer Espanha até 2050"
16/04/2007
“Energias renováveis asseguram metade das necessidades"
29/02/2007
“Central de energia solar de Serpa recebe incentivo de 3,7 milhões do PRIME"
23/02/2007
"Renováveis: Investimento deve atingir 8.100 M€ até 2012"
10/03/2007
"10/03/2007 - “Presidente da REN diz que Portugal tem capacidade para ultrapassar meta"
16/02/2007
"Renováveis devem atingir um terço da produção da EDA em 2010"
15/02/2007
“Energias renováveis e combustíveis bio até 2020”
04/02/2007
“Clima: Temperatura vai subir entre 1,8 e 4 graus até 2100”
31/01/2007
“Londres 2012 – jogos olímpicos verdes”
27/01/2007
"45% de electricidade com energias renováveis”
13/01/2007
"Portugal falha objectivo de produção através de renováveis até 2010”
05/01/2007
“Aumento do consumo de electricidade abrandou em 2006”
05/01/2007
“Cientistas britânicos concordam que 2007 poderá ser o ano mais quente”

O que fazemos
Valorização Energética
A par da actividade de exploração dos grandes centros electroprodutores com recurso às fontes de energias renováveis, existe um mercado paralelo destinado aos pequenos projectos de investimento para a valorização energética dos consumidores.
Por valorização energética de um consumidor deve entender-se a possibilidade de um sistema reduzir, ou até, eliminar a sua factura energética resultante da aquisição de energia a uma entidade pública ou privada usufruindo, ao mesmo tempo, de uma situação de autonomia energética pela independência ganha a esses fornecedores de energias.
Porque é que isto é uma oportunidade de negócio para quem adquire (cliente) um sistema de valorização energética? Desde logo, e dependendo da especificação de cada instalação/projecto, o adquirente de um sistema de valorização energética, ao mesmo tempo que deixa de comprar energia eléctrica, poderá ver o retorno financeiro do seu investimento ainda mais potenciado e bonificado pela venda à rede eléctrica pública do excesso de produção da sua instalação. Tendo ainda a garantia da disponibilidade de electricidade nos seus equipamentos mesmo quando falha o abastecimento público de energia.
Por outro lado, existem grandes vantagens em evitar todas as dificuldades inerentes à fixação de uma instalação consumidora por inexistência de infra-estruturas públicas de fornecimento de energia…
Independentemente das características finais de cada projecto, todos eles contribuem de forma directa para a diminuição da emissão de agentes poluentes resultantes da transformação termoeléctrica das centrais eléctricas, ajudando igualmente à diminuição da dependência energética do país ao exterior.
É esta filosofia de valorização energética que subjaz a todos os produtos da USAENERGIA, de modo a satisfazer os requisitos particulares de cada um dos seus clientes.
A USAENERGIA oferece o seguinte leque de produtos e serviços:
Projecto, Instalação e Manutenção de sistemas de transformação de energias renováveis em energia eléctrica (electricidade) e água quente.
Está incluído no fornecimento do sistema a actividade de licenciamento da instalação junto das entidades competentes.
O Cliente pode ainda optar, por entregar à USAENERGIA a responsabilidade da preparação e apresentação de um processo de candidatura a incentivos, nacionais ou comunitários, ao investimento realizado com a concretização do projecto.
Desenvolver um programa dedicado à eficiência energética nos sectores residencial/doméstico e de serviços, onde se pretende fomentar o interesse comum pela poupança de energias, através da divulgação de simples práticas do dia-a-dia, sem que se perca da qualidade de vida já alcançada pelas pessoas.
Para o apoio à política de autonomia e eficiência energética da empresa, foi constituído um gabinete para projectos de instalações técnicas nas especialidades de electrotecnia, telecomunicações ITED, climatização e gás.
O gabinete de projecto tem a missão de promover a integração de sistemas de aproveitamento de energias renováveis e o uso de equipamentos com melhor performance energética na construção de edifício no País.
Chamamos uma especial atenção para a entrada em vigor já a partir de 2006 dos novos regulamentos de construção RSECE – Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização dos Edifícios , e do Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios – RCCTE;
Estabelecer uma actividade comercial, Loja Verde, para a representação de diversas marcas e a comercialização dos seus produtos que directamente se relacionem com os projectos da empresa ou que sejam indispensáveis às práticas de eficiência energética.
A Loja Verde será também um ponto de venda privilegiado de artigos a pequenos instaladores locais, que aqui poderão encontrar a preços realmente competitivos todo o tipo de componentes essenciais à instalação de pequenos sistemas energéticos.
Nas propostas de fornecimento da USAENERGIA são apresentados ao Cliente todos os elementos técnicos e económicos relevantes dos sistemas proposto, para que com a análise desse dados o Cliente tenha o total conhecimento do sistema que vai adquirir.
Todos os cálculos e definições dos vários elementos de cada projecto são comprovados por software especializado e reconhecido.
Nos projectos solares térmicas, o sistema é submetido ao programa informático SOLTERM . Este software é utilizado pelos organismos estatais no reconhecimento técnico de instalações solares térmicas, tanto para a certificação de instalações como na análise operacional dos sistemas quando se apresenta uma candidatura a um incentivo financeira do tipo MAPE ( Apoio ao Aproveitamento do Potencial Energético e Racionalização de Consumos ) para a sua implementação.
Os dados de projecto e de exploração de um sistema solar fotovoltaico são comprovados pela aplicação informática PV*SOL PRO, da empresa alemã Valentin ENERGIESOFTWARE.
Poderão ser incluídas na proposta de fornecimento ao Cliente, peças desenhadas na forma de montagens computacionais a 3D do resultado da integração do novo sistema no edifício, sendo apenas necessário que o Cliente forneça em formato informático (CAD) detalhes de construção desse edifício.
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Produção de Electricidade
1. Centros Electroprodutores Productor-Consumidor
Sistemas de produção de electricidade de baixa potência para auto-consumo, com ou sem venda à rede pública da produção excedente, instalados em estruturas públicas ou particulares.
Esta actividade foi definida em 2002, tendo o Decreto-Lei n.º 68/2002 e respectivas regulamentações instituído a figura do Produtor-Consumidor que permite, em qualquer ponto, ter um sistema de produção de energia eléctrica por transformação de recursos renováveis nas condições técnicas aí definidas, e que se resume da seguinte forma :
Uma entidade pode explorar um centro de produção eléctrica em baixa tensão (BT) inferior a 150KW, para o seu próprio consumo ou de terceiros podendo vender até metade da energia produzida pelo centro à rede pública, em condições especiais legalmente estabelecidas na Portaria n.º 764/2002.
Na mesma portaria está definida a fórmula de remuneração resultante da venda de electricidade ao distribuidor público.
Este produto tem um campo de aplicação elevado por ser especialmente orientado para a valorização energética do consumo de electricidade em edifícios públicos e privados.
Exemplos óptimos para a aplicação desde tipo de sistemas são os edifícios de actividade comercial e industrial de baixa potência, edifícios administrativos, escolas, pavilhões desportivos, moradias e apartamentos de habitação, áreas de serviço e portagens das auto-estradas, etc.

Em opção, o cliente poderá solicitar um serviço especial de manutenção da sua instalação. Manutenção que cumprirá um plano específico e pré-estabelecido, de acordo com as necessidades do novo Centro Electroprodutor Nacional.
Associado a esta actividade, existem no nosso país programas de incentivos ao investimento, do qual se destaca o plano MAPE – Apoio ao Aproveitamento do Potencial Energético e Racionalização de Consumos .

Este incentivo pode apoiar o projecto de investimento de duas formas diferentes, dependendo da entidade a quem se destina. Se um projecto for promovido por uma entidade pública o apoio MAPE pode representar um incentivo financeiro de 40% das despesas ilegíveis do projecto a fundo perdido.
Para o mesmo projecto agora promovido por uma entidade privada, o MAPE pode ter duas vertentes, uma do tipo Não-Reembolsável no valor de 20% do valor elegível do projecto, mais um apoio de 20% reembolsável na forma de juro bonificado.
De todas as tecnologias de aproveitamento de energias endógenas aquela que tem maior capacidade de expansão no território nacional é com certeza a conversão fotovoltaica. Salvo raras excepções, qualquer ponto geográfico está sob radiação solar.
2. Centros Electroprodutores em Regime Especial
Os Centros Electroprodutores em Regime Especial ( CERE ) caracterizarem por estarem ligados em exclusivo à rede pública do SEP - Sistema Eléctrico de Serviço Público, onde é "injectada" toda a produção de electricidade do CERE.

Os Centros Electroprodutores em Regime Especial caracterizam-se por estarem ligados em exclusivo à rede pública do SEP – Sistema Eléctrico de Serviço Público, onde é "injectada" toda a produção de electricidade do CERE.
Os CERE's com transformação fotoeléctrica são vulgarmente conhecidos por instalações do tipo "Grid Connected", e podem ser instalados em qualquer ponto geográfico desde que exista pela redondeza um ponto de ligação à rede do SEP em condições técnicas apropriadas para receber a energia produzida pelo CERE..
O conhecimento da capacidade de receber energia eléctrica num ponto de uma linha de distribuição de electricidade é conseguido por uma interpelação à Direcção Geral de Geologia e Energia através de um Pedido de Informação Prévia , procedimento conhecido por PIP.
Qualquer entidade, pública ou privada pode explorar um CERE.
De entre as tecnologias de produção de electricidade verde , os CERE's recorrem normalmente ao aproveitamento da:
Refira-se que o incentivo concedido pelo plano MAPE para este tipo de projectos poderá chegar aos 40%, reembolsável em todo o seu valor.
3. Micro-Produção para Autonomia Eléctrica
A Micro-Produção de Electricidade destina-se a dar autonomia energética a equipamentos e sistemas que, por razões técnico-económicas, não são aconselháveis de se ligarem à rede de distribuição pública de electricidade.
Como bons exemplo
s de aplicabilidade de micro-produção de energia eléctrica (com ou sem armazenamento), temos:
Com as tecnologias actuais, já não existem razões de carácter físico ou técnico que inviabilize a instalação de sinalização rodoviária (que muito deixa a desejar no nosso país); instalação de iluminação pública; paragens dos circuitos dos transportes urbanos; iluminação de placares publicitário; auto-caravanas com circuito eléctrico para iluminação e ligação de diversos equipamentos eléctricos, outrora confinados à habitação, tais como pequenos electrodomésticos, TV, rádios, jogos de vídeo, computadores, etc.; o próprio posicionamento de transmissores de Rádio, TV ou telecomunicações…
... de facto existe um elevadíssimo número de situações a aguardar a tão prometida autonomia energética.

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Quem Somos
A USAENERGIA é um projecto empresa com o propósito de potenciar o uso das novas tecnologias relacionadas com o aproveitamento das fontes de energia renováveis, com reflexos em consumidores finais.
A Empresa está sedeada na cidade de Braga e nasceu pelo interesse pessoal e profissional dos seus fundadores nas actividades relacionadas com a tecnologia, energia e meio ambiente.
A USAENERGIA – Sistemas para Autonomia e Eficiência Energética, Lda . tem um capital social de 45.000 EUR e está matriculada com o n.º 10 167 na Conservatória do Registo Comercial de Braga.
Somos uma empresa jovem que reúne a capacidade técnica, seriedade e disponibilidade dos seu colaboradores com a utilização de equipamentos de elevada qualidade, para apresentar a máxima credibilidade nos seus produtos.
Do leque de fontes de energia renováveis mais ou menos abundantes no nosso País, o aproveitamento da Energia Solar terá uma importância significativa nos projectos da empresa. Podendo estes no entanto, e tendo sempre em conta as pretensões dos seus Clientes, abordar o aproveitamento das energias eólicas, hídricas, entre outras.
De facto, a Energia Solar , salvo raras excepções, pode ser captada em qualquer ponto geográfico, o mesmo não acontece com as restantes fontes endógenas (eólica ou a hídrica).
A variação mínima, verdadeiramente desprezável, da radiação solar – ainda que considerando um período alargado de tempo – redunda em fácil aproveitamento da sua energia, com reflexos evidentes ao nível da previsibilidade para projecção dos sistemas para o respectivo aproveitamento.
Qualquer processo produtivo que se baseie na transformação da Energia Solar, desde que correctamente equacionado e dimensionado, terá um feedback extremamente eficaz.
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Gabinete de Projectos de Instalações Técnicas
O melhor método de aplicar soluções de eficiência energética em edifícios é promover a sua construção, ou recuperação, baseados em projectos de incorporação de técnicas (intervenção passiva) e sistemas (intervenção activa) energeticamente eficientes.
Assim, a USAENERGIA criou um gabinete de projecto de instalações técnicas para as especialidades de electricidade e mecânica (climatização), com o objectivo de desenvolver e aplicar soluções (sistemas activos) de eficiência energética em edifícios, respondendo dessa forma às necessidades e exigências das novas edificações, resultante da aprovação do importante pacote legislativo que impõe regras na utilização dos sistemas convencionais, tradicionais, forçando assim o recurso ao aproveitamento das energias alternativas.
Deste modo, todos os projectos a desenvolver pela USAENERGIA terão como princípio estruturante a utilização de sistemas e equipamentos com aproveitamento de energias renováveis, como por exemplo, os colectores solar, sendo ainda energeticamente eficientes.
Será sempre tido em conta em cada projecto idealizado o conforto das pessoas na utilização dos edifícios.
Dentro das especialidades abrangidas pelo gabinete de projecto estão ainda as instalações de telecomunicações ITED e de distribuição de gás.
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Uma Política para Eficiência Energética
Uma das práticas mais viáveis e seguras para reduzir a dependência energética do país e particularmente das pessoas passa por reduzir o consumo de energia (electricidade, gás, gasóleo, etc.) nos sectores domésticos e de prestação de serviços. Sectores estes que representam já mais de 30% dos consumidores nacionais de energia.
De facto, os processos produtivos nacionais mais importantes na obtenção da energia eléctrica para além da baixa eficiência no processo transformativo, produzem grandes quantidades de agentes poluentes gasosos e/ou sólidos.
A estes factores estão ainda associados os equipamentos de consumo de electricidade, desde os diversos tipos de electrodomésticos até aos equipamentos de iluminação, que marcam forte presença na grande maioria dos edifícios das sociedades modernas e em que o nosso país se enquadra, e que de uma forma generalizada são ainda importantes consumidores de energia.
Atenta a estes problemas, a comunidade científica procura desenvolver um conjunto de soluções utilizáveis no dia-a-dia das sociedades que possibilitem a redução do consumo de electricidade.
Quanto menos energia for solicitada pelo consumidor menor será o recurso ao processo de transformação de energias fósseis em electricidade, o que leva a uma consequente diminuição das emissões poluentes e reduz a dependência energética dos países.

Uma grande parte dos novos electrodomésticos quando postos no mercado devem, obrigatoriamente, fazer-se acompanhar por uma etiqueta informativa acerca do seu comportamento energético. Esse comportamento energético define-se por classes, de A a G, sendo que os de classe A são os que melhores prestações apresentam no consumo de energia.
A escolha de electrodomésticos com melhor performance energética é parte integrante de uma política de redução do consumo de energia, à qual se designa de eficiência energética.
Tendo em conta este princípio, a USAENERGIA vai accionar um programa de informação e formação contínua, tendo em vista a promoção das práticas de eficiência energética e o aproveitamento das energias renováveis. Para tal, formará um profissional que se dedique, em exclusivo, a actividades exteriores, com incidência em escolas, centros de formação profissional, etc.
Utilização Racional de Energia « Sector Doméstico »
O consumo de energia no sector doméstico representa uma fatia que se situa perto dos 14% do consumo energético total em Portugal. Apesar deste valor ser ainda baixo, comparativamente com a média Europeia (25%), relacionado essencial com a baixa taxa de posse de equipamentos consumidores, verificou-se na última década um crescimento significativo do consumo de energia no sector doméstico que ronda os 3% por ano.
A redução dos custos associados aos consumos de energia é um objectivo individual e colectivo que é resultado de uma utilização mais racional e inteligente dos equipamentos consumidores de energia.
Para tal é necessário implementar medidas e acções, que apesar de simples, podem traduzir-se em significativas poupanças energéticas e económicas.
Conselhos por equipamentos:
Máquina de lavar roupa
Máquina de secar roupa
Máquina de lavar loiça
Frigorífico
Ferro de Engomar
Fogões e Fornos
Iluminação
Aquecimento da Água
Isolamento
Envidraçados
Climatização
STANDBY
Transportes
Reciclagem
Embalagens (contentor amarelo)
Vidro (contentor verde)
Papel (contentor azul)
Utilização Racional de Energia « Sector Serviços e Sector Industrial »
Estes dois sectores juntos representam a maior percentagem de consumos em energia final, com cerca de 41%, os serviços com 9% e o sector industrial 32% (valores de 2000).
Através de acções de sensibilização junto de responsáveis e de funcionários com o objectivo de promover uma utilização adequada dos equipamentos e da energia, é possível reduzir consumos e gastos desnecessários, resultantes de iluminação e aquecedores ligados desnecessariamente, utilização de aparelhos de climatização com portas e/ou janelas abertas, etc., assim como o investimento e equipamentos e máquinas mais eficientes.
Conselhos:
Energia Eléctrica
A energia eléctrica é a principal fonte de energia na maior parte da empresas e em muitos casos a única fonte de energia utilizada. Este tipo de energia apresenta comparativamente um custo elevado pelo que, o correcto dimensionamento em projecto e a optimização de contratos e tarifas adequados aos padrões de utilização, podem representar benéficos em termos da utilização racional da energia. A seguir alguns conselhos:
Ao alimentar equipamentos monofásicos a partir de uma rede trifásica deverá ser procurada uma distribuição uniforme pelas três fases, evitando desequilíbrios de corrente e sobrecargas nos circuitos, resultado assim menores perdas globais.
Iluminação
O consumo em energia para iluminação pode representar entre 20 a 25% do total da facturação em energia eléctrica num serviço ou industria, seguem a seguir alguns conselhos com o objectivo de reduzir os consumos deste tipo:
Produção de energia térmica para processos
Grande parte dos processos industriais necessita de energia térmica (calor ou frio). As formas de produção variam desde caldeiras, geradores de ar quente, fornos até mesmo sistemas de cogeração. A utilização de equipamentos mais eficientes, correctamente dimensionados as necessidades e a sua manutenção são factores importantes na redução dos consumos energéticos. Apresentam-se a seguir algumas recomendações:
Fornos Industriais
Secadores
Banhos de Tratamento
Utilização da energia térmica os processos
A utilização da energia térmica pode implicar o seu transporte para os locais de utilização. Isto poderá originar perdas nas tubagem que transportam os fluidos térmicos (água, vapor, óleo, etc.) uma vez que a temperaturas superiores (ou inferiores ao ambiente) existem perdas (ou ganhos) de calor é possível tomar medidas que impliquem menores perdas térmicas durante este transporte, a seguir apresentam-se algumas delas:
Climatização
A climatização é cada vez mais um parâmetro de conforto nos locais de trabalho e pode representar um valor significativo no total da factura energética. Com o objectivo de manter as condições de conforto diminuindo os consumos, apresentam-se uma série de conselhos:
Ar Comprimido
O ar comprimido e a forma de energia mais cara que podemos encontrar numa empresa na unidade produtiva. Existem casos onde esta forma de energia pode representar até 10% dos consumos de energia eléctrica. Segue-se uma série de recomendações para uma boa gestão deste recurso:
Fontes: AEP e ENERGAIA
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NOTÍCIAS
23/04/2007 - “Greenpeace: energias renováveis podem abastecer Espanha até 2050"
A organização ecologista Greenpeace considera viável, económica e tecnologicamente, que as energias renováveis abasteçam cem por cento das necessidades energéticas de Espanha até 2050.
O director da Greenpeace em Espanha, Juan López Uralde, insiste que "ainda se está a tempo" de actuar de forma decidida para alterar os hábitos energéticos, cita hoje a edição online do "El Mundo".
Hoje foi apresentado o estudo "Renováveis 100%. Um sistema eléctrico renovável para a Espanha peninsular e sua viabilidade económica", elaborado pelo Instituto de Investigação Tecnológica da Universidade Pontifícia de Comillas.
Ainda que o custo económico varie consoante as várias soluções, o coordenador técnico do estudo, Xavier Garcia Casals, diz que atingir o objectivo custaria cerca de 120 mil milhões de euros em 25 anos. Para isso seria preciso investir 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
O estudo propõe, por exemplo, a geração na Galiza de 4108 megawatts de potência com energia eólica marítima, 4848 com energia das ondas, 102 com energia geotérmica, 495 com biomassa e 1884 com eólica.
Depois de apresentar o estudo, a Greenpeace pediu ao Governo que assuma o compromisso de cobrir 50 por cento da geração de electricidade com renováveis até 2020 e cem por cento em 2050.
"A energia nuclear não tem lugar em nenhum modelo sustentável", declarou hoje José Luis García, responsável pela área da Energia na Greenpeace. "Um ataque terrorista contra uma central nuclear poderia desencadear uma catástrofe mundial", sublinhou.
Público
16/04/2007 - “Energias renováveis asseguram metade das necessidades"
O presidente da Rede Eléctrica Nacional, José Penedos, defendeu hoje que "as energias renováveis podem assegurar metade das necessidades energéticas" de Portugal.
No âmbito de uma conferência hoje realizada em Seia, sobre o tema "A água e o homem", promovida pelos Clubes Rotários da região da Beira Serra (Seia, Viseu, Mangualde, Guarda, Covilhã, Oliveira do Hospital, Tondela e Trancoso), José Penedos admitiu que as restantes necessidades terão ainda de ser cobertas com as energias térmicas (carvão, petróleo, gás e nuclear).
Para o responsável pela distribuição energética em Portugal, o país tem sido "descuidado" relativamente à instalação de painéis solares térmicos nas habitações, área em que se poderia dar um grande contributo para a poupança energética, "sobretudo no aquecimento de águas".
Referindo-se à instabilidade vivida na maioria dos países produtores de petróleo, Penedos salientou a vantagem geopolítica do carvão "que tem uma distribuição mais harmónica e uma produção e comercialização mais fiáveis", o que, defendeu, "justifica o investimento no aprofundamento das tecnologias de redução de emissões de CO2".
Relativamente à energia nuclear, José Penedos manifestou-se céptico quanto ao seu desenvolvimento em Portugal, pois o país não tem de momento um grupo de técnicos a trabalhar nesta área, "exceptuando algumas universidades, numa óptica meramente académica", e defendeu a "urgência da criação de competências técnicas num grupo de pessoas que possam p“r a funcionar uma central nuclear".
A conferência "As grandes barragens na bacia do Mondego", que decorreu na Escola Superior de Turismo e Telecomunicações de Seia, foi a primeira de uma série que este o grupo quer realizar anualmente, sobre temas relacionados com a água.
Segundo um dos organizadores, José Diogo, "esta era uma ideia que há algum tempo vinha tomando forma e que agora toma corpo com a primeira conferência".
"Decidimos promover uma série de conferências anuais sob o lema "Aquanostra - A água e o homem", pois pensamos que este é um assunto vital para as nossas sociedades", adiantou o organizador.
JN
29/02/2007 - “Central de energia solar de Serpa recebe incentivo de 3,7 milhões do PRIME"
A central de energia solar fotovoltaica de Serpa, hoje inaugurada, vai receber um incentivo de 3,7 milhões de euros do PRIME – Programa de Incentivos à Modernização da Economia.
A central de energia solar fotovoltaica de Serpa, hoje inaugurada, vai receber um incentivo de 3,7 milhões de euros do PRIME – Programa de Incentivos à Modernização da Economia.
Com um investimento total de 61 milhões de euros, aquela que foi anunciada como a maior central solar do mundo, tem uma capacidade instalada de 11 megawatts (MW). É o suficiente para abastecer 8 mil casas.
Além do o incentivo do PRIME, a aposta na energia solar valeu aos promotores do empreendimento um incentivo por via da tarifa paga pela Energias de Portugal (EDP), que será de 32 cêntimos de euro por MW/hora. Este valor é cerca de quatro vezes mais o que é pago pelos distribuidores pela energia eólica, segundo Sérgio Costa, administrador da Catavento, parceiro português do projecto.
O financiamento está a cargo da GE Energy Financial Services e os painéis são fornecidos pela Power Light.
Na inauguração, o ministro da Economia, Manuel Pinho, sublinhou que Portugal está "na linha da frente no campo das energias renováveis". "São raros os campos em que Portugal está numa posição de liderança", afirmou.
Sobre o projecto, Pinho comentou que "é uma aposta com visão e ambição e é o resultado da capacidade dos nossos empresários".
Por: Miguel Prado
Jornal de Negócios
23/02/2007 - “Renováveis: Investimento deve atingir 8.100 M€ até 2012
O secretário de Estado adjunto do ministro da Economia, António Castro Guerra, afirmou hoje que o investimento total nas energias renováveis deverá atingir 8,1 mil milhões de euros até 2012 e criar 10 mil postos de trabalho directos.
Só nas eólicas, para as quais foram lançados dois concursos pelo Governo, o investimento total deverá atingir 1,7 mil milhões de euros.
O secretário de Estado afirmou que, com a conclusão da segunda fase do concurso eólico, será intensificado este cluster a nível nacional.
Revelou ainda que Portugal é já o país da União Europeia com a quinta maior potência eólica instalada, ao atingir 1.630 megawatts (MW).
No entanto, a grande aposta do Governo é agora o reforço da potência hídrica, onde Portugal aproveita actualmente apenas 46 por cento do seu potencial, disse Castro Guerra.
O governante admitiu, porém, que o reforço da potência hídrica será uma tarefa árdua, devido às questões ambientais, que são agora mais exigentes.
Apesar disso, Castro Guerra apontou como metas superar os cinco MW de potência até 2010, através do reforço de Alqueva, Picote e Bemposta.
Até 2015 deverão ser instalados mais 2,250 MW com forte «aposta no sistema hidroeléctrico com mecanismo de bombagem», precisou o secretário de Estado.
António Castro Guerra afirmou que Portugal deverá, até 2020, ter no total 7 mil MW de capacidade hídrica instalada, atingindo assim, um aproveitamento do potencial hídrico a 70 por cento, o que é igual à média dos países europeus.
Diário Digital
10/03/2007 - “Presidente da REN diz que Portugal tem capacidade para ultrapassar meta para renováveis”
O presidente da Rede Energética Nacional (REN), José Penedos, considera que Portugal tem capacidade para ultrapassar a meta estabelecida hoje pela União Europeia que prevê uma produção energética de 20 por cento em 2020 a partir de fontes renováveis.
Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia comprometeram-se hoje, em Bruxelas, a elevar a produção a partir de renováveis, como vento, água, sol e biomassa, até que represente 20 por cento da energia consumida no espaço comunitário nos próximos 13 anos.
"Portugal está entre os Estados membros mais bem situados para cumprir essa meta e ultrapassá-la", afirmou o especialista, em declarações à Lusa.
José Penedos sublinhou que se trata de uma "meta ambiciosa" para o conjunto da UE, onde existem "muitos países que praticamente não dispõem de produção de energia a partir de renováveis, para além de alguma, pouca, hidroeléctrica", dando os exemplos de França, Polónia, Roménia, Bulgária ou República Checa.
"Em toda a Europa, há um enorme potencial a aproveitar", afirmou José Penedos, destacando que, nesta matéria, Portugal está entre os mais avançados estados da UE.
O primeiro-ministro, José Sócrates, estabeleceu como meta, a 24 de Janeiro, aumentar de 39 para 45 por cento o peso das renováveis no total da electricidade consumida em Portugal, até 2010.
O Governo fixou também como objectivo que, na mesma altura, dez por cento do combustível utilizado nos transportes seja biocombustível.
Hoje, na Cimeira da Primavera, os líderes dos 27 também chegaram a acordo de alcançar até 2020, uma redução de 20 por cento das emissões de gases com efeitos de estufa (responsável pelo aquecimento global do planeta) em relação aos níveis de 1990, e de 30 por cento se os restantes países desenvolvidos se comprometerem a atingir reduções de emissões comparáveis.
Público
16/02/2007 - “Renováveis devem atingir um terço da produção da EDA em 2010”
Neste momento, apenas a ilha de São Miguel produz energia geotérmica, através das centrais da Ribeira Grande e Pico Vermelho, mas a EDA está a investir 38 milhões de euros para instalar uma central que vai aproveitar o calor do interior da terra de 12 mega- watts na Terceira.
As energias renováveis deverão representar, dentro de três anos, um terço da produção da eléctrica açoriana (EDA), que prevê efectuar 43 milhões de euros de investimentos durante este ano, anunciou o presidente da empresa.
Em declarações à agência Lusa, Roberto Amaral adiantou que a empresa está a "investir com prioridade" nas energias não poluentes que, em 2006, representavam 16,6% da produção energética na Região, um valor que deverá subir até aos 25,5% este ano.
"Com os investimentos em curso na ilha Terceira, a taxa de penetração das energias renováveis nos Açores passará a ser de 32% em 2010", afirmou Roberto Amaral.
Na estrutura de produção do grupo EDA do último ano, 83,3% correspondeu a energia térmica (75,6% de fuel e 7,7% de gasóleo), 10,7 geotérmica, 3,8 hídrica e 2,1 eólica.
Neste momento, apenas a ilha de São Miguel produz energia geotérmica, através das centrais da Ribeira Grande e Pico Vermelho, mas a EDA está a investir 38 milhões de euros para instalar uma central que vai aproveitar o calor do interior da terra de 12 mega- watts na Terceira, através de uma empresa do grupo.
"Estamos ainda numa fase de prospecção", explicou o responsável da EDA, acrescentando que o primeiro furo, com 1.500 metros de profundidade, já foi concluído e esta semana será feito um segundo.
Roberto Amaral prevê que, em 2010, seja mesmo possível alcançar um ano inteiro de produção de energia não poluente na Terceira, ilha que ficará com uma taxa de penetração de renováveis na ordem dos 40%.
Neste momento, a ilha das Flores é que regista a taxa de penetração de energias renováveis mais elevada, produzindo 52% da energia não poluente, disse.
Apesar dos estudos e investimentos a realizar pela EDA para aumentar a produção de energia hídrica nas Flores, a autonomização eléctrica total, durante os 365 dias do ano, dificilmente será uma realidade.
"Uma autonomia a 100% das Flores vai ser difícil alcançar", reconheceu Roberto Amaral, alegando que, durante o Verão, a retenção da água é mais escassa, por não existir barragens na ilha.
No global, a EDA prevê investir este ano um total de 43 milhões de euros, essencialmente, na melhoria da produção e distribuição da energia térmica pelas nove ilhas açorianas.
As ilhas de São Miguel (oito milhões de euros) e Terceira (8,3 milhões euros) concentram investimentos superiores a 16 milhões de euros, disse.
O presidente do grupo EDA anunciou, ainda, que a nova central termoeléctrica do Corvo, a mais pequena ilha do Arquipélago, onde residem cerca de 400 habitantes, será inaugurada no Verão.
O grupo EDA, que emprega 876 pessoas, é composto por cinco empresas: EEG (responsável pelas energias eólica e hídrica), GEOTERCEIRA, GLOBALEDA, SEGMA e SOGEO (energia geotérmica).
O consórcio liderado pelo grupo açoriano Bensaude foi o vencedor do recente concurso para a reprivatização de 33,92% da eléctrica, que assegurou aos Açores um encaixe de 38 milhões de euros.
O Governo Regional detém 50,1% do capital social da EDA, enquanto que 10% pertence à EDP.
Diário dos Açores
15/02/2007 - “Energias renováveis e combustíveis bio até 2020”
Dez por cento dos combustíveis consumidos na União Europeia terão que ser obrigatoriamente bio-combustíveis, num horizonte de pouco mais de uma década. Assim o decidiram os ministros dos Transportes Telecomunicações e Energia dos Vinte e Sete.
Michael Glos, ministro alemão da Economia e presidente do conselho de ministros clarifica:
"Pusémo-nos de acordo para que 10% de bio-combustíveis sejam utilizados no seio da União Europeia, a partir de 2020".
Mas há mais. Os ministros ambicionam ainda que, no mesmo prazo de tempo, sejam criadas as condições para que a União assegure 20% das suas necessidades energéticas através das energias renováveis, um avanço considerável face aos 7% actuais.
O conselho considera ainda que as redes de produção e distribuição de energia devem ser separadas para estimular a concorrência, mas as opiniões dividem-se sobre a forma de o fazer. Os ministros pedem à Comissão Europeia que apresente propostas nesse sentido.
As discussões sobre a futura gestão energética da União surgem no dia em que o Protocolo de Quioto cumpre o segundo aniversário. O documento foi já ratificado por 160 países. Os Vinte e Sete estão comprometidos a reduzir em 8% os níveis de emissões de gases que provocam o efeito de estufa.
O conselho de ministros desta quinta-feira, é o primeiro passo para a famosa política energética comum que será o assunto em destaque na cimeira da Primaver, em Março.
Euronews
04/02/2007 - “Clima: Temperatura vai subir entre 1,8 e 4 graus até 2100”
O planeta vai aquecer entre 1,8 e 4 graus Celsius até final do século, o que fará subir o nível dos mares até 58 centímetros e multiplicar as secas e vagas de calor, indicaram hoje especialistas em alterações climáticas.
Estas são as principais conclusões do relatório hoje apresentado em Paris pelos 500 delegados do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas ( IPCC), que aponta para «uma probabilidade muito alta» de que o aquecimento global se deva à actividade humana.
Segundo uma síntese do documento, intitulada «Resumo à Atenção dos Decisores», o aumento da temperatura global previsto até ao fim do século XXI é entendi do pelos peritos como «uma temperatura média» e será muito diferenciada segundo as regiões, podendo ser multiplicada por dois nos pólos, por exemplo.
A subida dos termómetros ocasionará a dos oceanos e múltiplos fenómenos extremos, como vagas de calor, episódios de seca e precipitações intensas que poderão provocar a deslocação de cerca de 200 milhões de refugiados climáticos daqui até ao fim do século.
Este quarto relatório do IPCC, criado em 1988 pelas Nações Unidas, traduz também a convicção reforçada dos peritos da responsabilidade humana no aquecimento global observado nos últimos 50 anos e que, segundo eles, não pode ser só atribuível à variabilidade natural.
As concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, sublinham os especialistas, nunca foi tão elevada desde há 650.000 anos.
Este relatório do IPCC tem por objectivo ajudar a fundamentar a resposta d os dirigentes do planeta ao aquecimento global, nomeadamente no quadro do Protocolo de Quioto.
PER
EURACTIV
31/01/2007 - “Londres 2012 – jogos olímpicos verdes”
Ao contrário do EURO 2004 onde não se fez nada pelo ambiente, antes pelos bolsos dos construtores e outros intervenientes económicos da na nossa sociedade, os organizadores dos jogos olímpicos em Londres propôem-se a:
- 25% mais eficiência energética
- 50% de redução nas emissões de carbono (em relação aos standards actuais)
- 20% de energia de origem renovável
- 20% de reduçaõ no uso da água
- 20% dos materiais usados na construção serão reciclados ou reusados
- 90% dos edifícios demolidos serão reciclados/reusados
- 50 km de novas ciclovias
- 30 km de novas pedovias
Críticas vieram no entanto do partido verde relativamente ao modesto objectivo de 20% de energia renovável. Cimentou a sua crítica no facto de o governo inglês querer que cada nova casa seja neutra em termos de emissões de carbono em 2016, mas se em 2012 nem conseguem ter um desenvolvmento como deve ser, 2016 passará a ser mais um sonho. Referiu ainda que o objectivo de consumo da água nos jogos olímpicos é o dobro do previsto pelo presidente da Cãmara de Londres -> 70 litros.
Apesar de modestos salutamos a preocupação de Londres e como temos ainda muito tempo quem sabe se não se irá ainda mais fundo nas poupanças e uso das Renováveis.
PER
EURACTIV
27/01/2007 - “45% de electricidade com energias renováveis”
O primeiro-ministro subiu esta quarta-feira a meta em matéria de energias renováveis. Em 2010, «45 por cento de toda a electricidade consumida terá por base energia renovável». José Sócrates anunciou a ambição no debate mensal sobre alterações climáticas no Parlamento.
Para os transportes, o chefe do Executivo também subiu a fasquia e anunciou na Assembleia da República que os transportes irão gastar dez por cento em biocombustível também em 2010. Com estas medidas, Sócrates garante que Portugal ficará «na linha da frente das energias renováveis, fazendo do nosso país, a par da Áustria e da Suécia, um dos três países europeus que mais apostam nesta área».
Esta meta, referiu o primeiro-ministro, «exige novas medidas»: «manter um ritmo elevado na instalação de potência eólica, modernizar com novos equipamentos os parques eólicos já instalados e simplificar o seu processo de licenciamento», o que será já aprovado em Conselho de Ministro esta quinta-feira.
Necessário será também apostar nos biocombustíveis, definindo uma nova meta, que irá antecipar «em 10 anos o objectivo da União Europeia», com a exigência de 10 por cento do total de combustível gasto nos transportes ser biocombustível. As apostas serão ainda feitas no biogás, biomassa e tecnologias emergentes, como as energias das ondas, salientou o primeiro-ministro.
Também esta quinta-feira, em Conselho de Ministro, «será aprovada a criação de uma zona-piloto, em S. Pedro de Moel, para a instalação de projectos experimentais na energia das ondas», anunciou Sócrates ao Parlamento.
Para reforçar a produção de energia hídrica, Sócrates garantiu que serão construídas novas barragens nos próximos anos. Mas primeiro o Governo vai «reforçar a capacidade de produção de novas barragens» do Picote, Bemposta e Alqueva.
Centrais que vão fechar
Em matéria de redução de emissões, Sócrates anunciou que a Central de Tunes, a gasóleo e dois grupos da Central do Carregado, a fuel, encerrarão em 2008 e a Central do Barreiro encerrará em 2010. Por outro lado, «até 2010, as nossas centrais de Sines e Abrantes a carvão irão substituir entre 5 e 10 por cento do carvão aí queimado por biomassa ou resíduos, permitindo reduzir as emissões até 1 milhão de toneladas de CO2 por ano».
Micro-geração: democratização de produção de electricidade
José Sócrates afirmou ainda que a aposta recai na melhoria de eficiência energética da nossa economia. E para isso será lançado um «programa de micro-geração, por forma a democratizar a produção de electricidade, tornando-a acessível a todos. «Qualquer um de nós, na sua própria casa, poderá ser, não só consumir, mas também produtor de electricidade, vendendo à rede aquilo que não pode consumir».
Por: Judite França
Portugal Diário
13/01/2007 - “Portugal falha objectivo de produção através de renováveis até 2010”
A Comissão Europeia (CE) anunciou hoje que Portugal não vai conseguir alcançar o seu objectivo de produzir 39% do consumo bruto de electricidade a partir de energias renováveis em 2010.
Segundo os dados divulgados hoje por Bruxelas, a produção portuguesa de energia, que é realizada apenas a partir de fontes primárias renováveis, principalmente a água, tem-se afastado progressivamente do patamar estipulado.
Em relação ao uso de biocombustíveis, menos poluentes do que os combustíveis fósseis, ficou também por cumprir a meta de 1,15% de utilização, que deveria ter sido atingida em 2005.
Em termos de volume, esta percentagem representaria 50 mil toneladas de biodiesel e 15 mil de bioetanol.
A Comissão Europeia verificou ainda que a quota biocombustível representa praticamente zero por cento do total utilizado.
Em Portugal, uma das principais fontes primárias de energia é a água, o que implica que 15% do total da energia consumida seja de origem renovável.
Em 2004, de acordo com os dados de Bruxelas, 9869 gigawhatts por hora (GWh) de electricidade, num total de 12 214 GWh foram produzidos a partir de barragens, enquanto 1264 GWh foram produzidos através da biomassa.
Por outro lado, o uso de energia solar para aquecimento tem vindo a diminuir em Portugal, tendo registado uma redução na ordem dos 9% entre 1997 e 2004, de 11 quilotoneladas de equivalente de petróleo (ktep) para 6 ktep.
No entanto, a CE espera que as recentes alterações aos regulamentos de construção, que prevêem a introdução de sistemas de aquecimento por energia solar em determinados casos, invertam esta situação.
A utilização de energia geotérmica, como acontece na ilha de São Miguel, nos Açores, cresceu 37% no mesmo período de tempo, de 1 ktep para 9 ktep.
Como um bom exemplo do uso de fontes renováveis de energia, o Executivo comunitário destaca o programa Restart, no Porto, que prevê a reabilitação de edifícios degradados no centro histórico da cidade. A recuperação dos imóveis tem por base a utilização eficiente e sustentável de energias renováveis.
Por: Cristina Barreto com Lusa
Diário Económico
05/01/2007 - “Aumento do consumo de electricidade abrandou em 2006”
A Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) chegou à conclusão que o consumo de electricidade, em 2006, continuou a crescer, mas a um ritmo muito inferior ao do ano anterior.
Para estas contas, a associação recorreu aos dados disponibilizados pela Rede Eléctrica Nacional (REN) relativos à totalidade do ano de 2006.
Apesar do consumo continuar a crescer foi a um ritmo «muito mais lento» em 2006 que em 2005. Entre 2004 e 2005 o consumo de electricidade aumentou 5,4%, enquanto que entre 2005 e 2006 o aumento foi de 2,6%, menos de metade do verificado no período anterior. «Esta queda é muito significativa é muito positiva para o futuro, no sentido da redução da nossa dependência externa em termos de combustíveis e de maior peso das energias renováveis, deve-se a um conjunto de factores que é difícil individualizar», refere a Quercus em comunicado.
Estes factores estarão relacionados com a maior conservação de energia no sector doméstico e nos serviços através de mudanças de comportamentos, motivada principalmente por razões e/ou dificuldades económicas que obrigam à poupança mas também por uma maior sensibilidade ambiental, e à maior eficiência energética de novos equipamentos.
Renováveis cada vez mais importantes
Outro ponto assinalado pela associação é o facto da produção de electricidade por fontes renováveis ter passado de 15,9% em 2005 para 31,7% em 2006, ou seja, praticamente duplicou o seu valor percentual. Para além disso, a energia eólica continua a ganhar peso na produção de electricidade, passando de 4,1 para 6,5%; o seu crescimento (em termos de produção) foi porém mais acelerado entre 2004-2005 (121%) do que entre 2005-2006 (67%). No contexto das energias renováveis, a energia eólica representou cerca de 21% da produção em 2006. Por fim, concluíram que as albufeiras se encontravam, no final de 2005, a 51% do seu armazenamento máximo, enquanto que no final de 2006 se atinge os 75%.
A Quercus estima, assim, em 3 milhões de toneladas de dióxido de carbono a redução de emissões no sector eléctrico entre 2005 e 2006 (5% das emissões do ano base de 1990 em termos de Protocolo de Quioto) devido ao maior peso da componente de produção renovável de electricidade neste último ano.
Ainda a central termoeléctrica de Sines deverá continuar a ser a empresa em Portugal com maior deficit de emissões de dióxido de carbono, ainda maior em 2006 que em 2005 (cerca de 850 mil toneladas acima da licença atribuída, o que significaria a preços actuais um sobrecusto de cerca de 4 milhões de euros).
«Portugal terá dificuldades em atingir meta de produção de electricidade por fontes renováveis (39% em 2010), a intensidade energética tem de decrescer mais e o aumento de preço da electricidade vai obrigar a maiores poupanças», diz a Quercus.
Electricidade produzida através de renováveis nos 32%
Em 2006, Portugal apresentou uma percentagem de electricidade produzida a partir de fontes renováveis na ordem dos 32%. Sabendo que grande parte (quase 80%) é proveniente da componente hídrica muito sujeita às variações climáticas e a restante da componente eólica, «urge apostar na diversificação das fontes e na redução do consumo para que as energias renováveis ganhem maior peso».
Aumentar em 7% a componente de electricidade a partir de fontes renováveis em três anos (até 2010) para dar cumprimento a uma Directiva Comunitária não vai ser fácil sem um esforço significativo de desburocratização no incentivo à produção de energias renováveis, nomeadamente a uma escala mais pequena e distribuída.
O facto do consumo de electricidade continuar crescer mais do que a produção de riqueza avaliada pelo Produto Interno Bruto (2,6% de consumo de electricidade para uma variação positiva do PIB de aproximadamente 1,4%), significa que Portugal continua a agravar a sua intensidade energética ao nível da electricidade (precisamos de cada vez mais electricidade para produzir uma unidade de riqueza), sendo que o «valor apresentado pelo nosso país é dos mais elevados a nível europeu».
Agência Financeira
05/01/2007 - “Cientistas britânicos concordam que 2007 poderá ser o ano mais quente”
Investigadores do instituto britânico Met Office corroboraram hoje a previsão feita esta semana pela Universidade de East Anglia de que o ano de 2007 poderá ser o mais quente desde que há registos.
A temperatura média global do planeta deverá ser, este ano, 0,54 graus mais alta do que a média do período entre 1961 e 1990, prevê o Met Office.
"Há 60 por cento de probabilidades de que 2007 seja tão ou mais quente do que o ano mais quente de sempre [desde que há registos], ou seja, 1998", afirma o Met Office em comunicado. As temperaturas em 1998 foram 0,52 graus mais elevadas em relação ao período em análise.
A provável subida da temperatura é, em parte, provocada pelo fenónemo climatérico El Niño, gerado pelo aumento da temperatura das águas do Oceano Pacífico. Os especialistas do Met Office estimam que o El Niño vai ter uma grande influência nas temperaturas globais durante todo o ano.
"Esta nova informação é mais um alerta de que as alterações climáticas já estão a acontecer no planeta", comentou Katie Hopkins, do Met Office.
Na passada segunda-feira, Phil Jones, director da Unidade de Investigação do Clima da Universidade de East Anglia, afirmou que o efeito de estufa e o El Niño poderão fazer de 2007 o ano mais quente desde que há registo.
Serviço de saúde britânico mais activo no combate às alterações climáticas
Perante estas previsões, e com o relatório Stern ainda presente – considera vital o combate imediato às alterações climáticas –, o Governo britânico anunciou hoje a criação de um fundo de cem milhões de libras (148 milhões de euros) para ajudar o Serviço Nacional de Saúde a enfrentar a crise do sobre-aquecimento. A ideia é ajudar os hospitais e centros de saúde a reduzir as suas emissões de dióxido de carbono, aumentar a eficiência energética e a reduzir o consumo de energia. O dinheiro será ainda usado para dotar os edifícios de sistemas de energias renováveis.
O cenário para 2007 fica completo com o degelo no Árctico – de onde se desprendeu uma massa de gelo com 66 quilómetros quadrados – e com a falta de neve nas estâncias de esqui, que ameaça os desportos de Inverno.
O Instituto de Meteorologia holandês referiu hoje que 2006 foi o mais quente dos últimos 300 anos no país, com temperaturas médias de 11,2 graus. Se essa tendência se mantiver, a maratona ao longo dos canais gelados da Holanda, a Eleven Towns Tour, realizada em Janeiro, poderá acabar. O evento realiza-se quando o gelo atinge uma camada de, pelo menos, 15 centímetros de espessura ao longo de todo o percurso, algo que só aconteceu 15 vezes nos últimos cem anos. A última vez foi em 1997.
Público
06/05/2006 - “Açores: Governo regional subsidia energias renováveis”
O Governo da Região Autónoma dos Açores vai conceder subsídios, que podem ir até 250 mil euros, às pequenas e médias empresas (PME) e aos particulares que invistam em equipamentos de energia renovável, foi hoje anunciado.
O presidente do Governo regional, Carlos César, indicou que os subsídios não reembolsáveis terão um limite máximo de 250 mil euros para as PME e de mil euros, no caso dos equipamentos para consumo doméstico.
O novo sistema de incentivos pretende estimular a utilização racional da energia e potenciar investimentos de conversão de fontes energéticas renováveis nos sectores empresarial e doméstico, explicou Carlos César, durante a apresentação, na ilha de Santa Maria, das actividades programadas para o «Mês da Energia» nos Açores.
No segundo dia de uma visita do Governo Regional a Santa Maria, o chefe do executivo adiantou que o sistema, denominado ProEnergia, prevê que o incentivo possa ascender a 50 por cento a fundo perdido, nos investimentos realizados em zonas sem acesso de rede eléctrica regional.
«Estamos a falar de painéis solares para aquecimento de água, produção de energia fotovoltaica e utilização de aerogeradores, nos aproveitamentos de mini-hídricas ou produção de bio-gás», precisou Carlos César, acrescentando que os incentivos previstos serão reforçados nas ilhas da coesão, as cinco de menor dimensão do arquipélago.
Segurança do abastecimento, competitividade da economia e respeito do ambiente são «objectivos fundamentais» da política energética do arquipélago, disse Carlos César, que defende a necessidade de diversificar as fontes energéticas nas ilhas.
«A eficiência energética não significa restrição no acesso às oportunidades do conforto e do bem-estar, mas sim a procura de formas menos onerosas para a satisfação das necessidades da comunidade», explicou Carlos César, que entregou hoje várias lâmpadas eficientes, de baixo consumo, a alunos da Escola EBI de Santa Maria e Instituições de Solidariedade Social (IPSS).
O Presidente do Governo Regional anunciou ainda que serão realizadas auditorias energéticas aos edifícios da administração regional, com particular incidência nos sistemas de iluminação, climatização e sistemas de iluminação pública das vias de comunicação terrestres regionais.
Sublinhando que a política energética deve funcionar como «alavanca da economia» regional, Carlos César referiu que com os investimentos a realizar pela eléctrica açoriana EDA, será possível que as energias renováveis representem cerca de 37% da produção no arquipélago, até 2009.
Carlos César referiu que já foram instaladas 21 torres eólicas em seis ilhas do arquipélago (Santa Maria, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial e Flores), estando previsto instalar na ilha Terceira mais quatro MW e 7,2 MW em São Miguel.
Em 2005, a produção de energia eléctrica através de fontes renováveis nos Açores atingiu 15,5%, segundo dados da eléctrica EDA.
Diário Digital
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Links:
E E – Eficiência Energética: http://www.eficiencia-energetica.com
P3E – Programa para a Eficiência Energética em Edifícios: http://www.p3e-portugal.com
Portal das Energias Renováveis: http://www.energiasrenovaveis.com
AQSpP – Informação sobre a Iniciativa Água Quente Solar para Portugal: http://www.aguaquentesolar.com
ABC da Energia – Site dedicado aos mais novos com informação sobre a energia: http://www.abcdaenergia.com
DGGE – Direcção Geral de Geologia e Energia: http://www.dgge.pt
SPES – Sociedade Portuguesa de Energia Solar: http://www.spes.pt
ADENE– Agência para a Energia: http://www.adene.pt
INETE - Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação: http://www.ineti.pt
APE - Associação Portuguesa de Energia: http://www.apenergia.pt
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